Um dia sentado na praça, sentindo o vento no rosto e pensando em qualquer coisa,respirei fundo e chorei. O mais trancafiado, dolorido e libertário choro. Era como se a torneira fosse aberta e não tivesse mais como fechar. E ao mesmo tempo eu sorria, como se visse graça naquela cara de bobo que fazia ao chorar. O corpo tremia igual vara verde. Eram espasmos jorrando corpo à fora. Uma revolta interna que finalmente chegou à superfície e com isso alcançara a liberdade. Eu trancafiava aqueles sentimentos misturados em forma de angústia.E como uma bomba, explodiu.
Fui sentindo a poeira baixar, cada fragmento plainando no ar até encostar no chão. A vista que estava turva, embaçada, agora conseguia avistar o horizonte. O mundo não havia acabado, nem mesmo sentido sequer abalo com a voracidade da bomba. O dia fazia sol, com vento refrescante.
Limpei os olhos com as mãos e funguei a coriza. Nada havia mudado. As pessoas andavam normalmente pela rua, passando pelo meio da praça e seguindo adiante. Respirei fundo e levantei. Abri um sorriso e segui adiante tão leve quanto uma molécula de hidrogênio.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Palpitações
Puramente secreto
impunemente insano
no limiar do desejo
sem que haja decreto
nem sentimento mundano
enfim alcançar o teu beijo
impunemente insano
no limiar do desejo
sem que haja decreto
nem sentimento mundano
enfim alcançar o teu beijo
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Coração
Como um sopro
quase um minuano
se aloja no peito
sem nenhum respeito
que em tom leviano
se infla de novo
quase um minuano
se aloja no peito
sem nenhum respeito
que em tom leviano
se infla de novo
domingo, 29 de novembro de 2009
sábado, 28 de novembro de 2009
Tempo
Ao olhar-me no espelho,vi meus longos cabelos pretos.
Passou-se o tempo
Passou-se a hora
E ao olhar novamente o espelho
já não são pretos meus longos cabelos brancos.
Jéssica Alves
Passou-se o tempo
Passou-se a hora
E ao olhar novamente o espelho
já não são pretos meus longos cabelos brancos.
Jéssica Alves
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Ciclo da água
Num dia quente como esse
Evaporando
subirei aos céus
tornarei-me nuvens
para precipitar-me em chuva
e irrigar a terra donde jaz meu corpo
Evaporando
subirei aos céus
tornarei-me nuvens
para precipitar-me em chuva
e irrigar a terra donde jaz meu corpo
domingo, 13 de setembro de 2009
Assinar:
Postagens (Atom)

